Ivan Jubert Guimarães
09/07/2007


Faz muito tempo, mas eu não esqueço,
Das tantas vezes em que passei naquela rua,
Na esperança de ver uma janela aberta
E no peitoril ver-te debruçada ver-me passar.
 


Sonhos de uma juventude longínqua,
Mas que faz meu peito até hoje vibrar,
Não sei o que aconteceria se te visse hoje
Mas lembro ainda do dia em que te vi me acenar.
 


Estavas com os braços abertos afastando a cortina
E ao me ver acenou-me com um sorriso encantador.
E aquele sorriso perdura até hoje em minha mente.
 


Ah que coisa maluca lembrar-me disto tão de repente.
E por mais que eu insistisse em passar sob tua janela,
Sonhando que me visses, nunca mais sorriste pra mim.



Ivan Jubert Guimarães


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