Ivan Jubert Guimarães
28/01/2009

 


Quando a Lua surge mansa no final da tarde,
Chegando despercebida, e sem alarde;
É um momento de rara beleza que acontece no dia;
De um lado o Sol resplandecente, do outro a Lua com sua luz fria.
 

 

Meu coração que arde de paixão por uma mulher,
Necessita da companheira e não pode ser uma qualquer.
Mas essa mulher, seja simples namorada, tem que estar apaixonada,
Do contrário não percebe o flerte do Sol com a Lua, não vê nada.
 


E a Lua que veio para ser admirada, amuada emite tristes ais
E vaidosa, o orgulho ferido, ela se esconde e não volta nunca mais.
E o Sol, por vingança, ferve por dentro e esfria por fora.
 


Não adianta surgirem as primeiras estrelas no firmamento,
Pois a amada Lua não lhe sai de seu pensamento.
O dia acaba, o Sol se põe, e em seguida também ele vai embora.
 



Ivan Jubert Guimarães

 

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