Ivan Jubert Guimarães
29/04/03


A noite seguia seu curso e eu me virava na cama.
O sono não vinha e tua imagem se me aparecia
Com os braços chamando meu corpo em chamas,
E eu, trêmulo, ia ao encontro de tua figura esguia.


O desejo por teu corpo já era possível de se notar;
Tua pele arrepiada me convidava a prosseguir,
E eu te seguia, mas tu te afastavas devagar,
Teus olhos chamavam, teus braços me impediam de ir.


Acredite: se te pareço leviano, é por voluptuosidade;
À medida que te falo, meu desejo aumenta de volume;
Tamanha a sede de beber do néctar e te sentir o perfume.


Mas, se o ciúme sentido com forte intensidade,
Te leva a apagar a brasa do fogo que nos consome,
Lembra-te de que é de teu corpo que tenho fome.



Ivan Jubert Guimarães


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