OLÁ MENINO



Filho, não era para ter sido assim;
Fui imprudente e praticamente dei cabo de mim.
Não sei porque agi desta maneira,
Levei a vida como se fosse uma brincadeira.



Deixei tua mãe chorando seu pranto
E desapareci como que por encanto.
Não sei porque isso aconteceu desse jeito,
Eu amava tanto vocês, mas fiz tudo mal feito.



Sei que te deixei pequeno e sozinho,
Mas entenda que cada um tem que seguir seu caminho;
Talvez a gente ainda se encontre por aí,
Não se preocupe comigo, eu estou bem aqui.



Tua mãe tem cuidado muito bem de você;
Cuide bem dela sem perguntar o por quê
Não leve a vida do modo como levei,
Seja responsável, não peques como pequei.



Oro sempre por todos vocês meu filho;
Nunca abandones teu sonho e não saia dos trilhos,
Ame tua amada que tens, eu sei,
Ame-a bastante como tua mãe eu amei.


13/07/2007
 

 

 

 

 


DESISTA


Meu amigo e querido irmão,
Tu pareces querer fazer história,
Mas te esqueces de um senão:
Sozinho não vai derrotar essa escória.


Bem o sabes que o que é deles está guardado,
Todos que contraem dívidas têm que pagar,
Portanto, não fiques assim tão revoltado,
Porque não adianta, nada vai mudar.


O processo que conheces já teve início;
É irreversível e trará um recomeço,
Teu mundo está à beira do precipício,
E se há algo que possas fazer, eu não conheço.


Desista dessa luta desenfreada,
Antes que te iguales aos animais,
Pois logo esta injuria estará terminada,
E não mais se repetirá, acredite: jamais!


 

Psicografada às 22:10h
Em 20/07/2007