Ivan Jubert Guimarães

Psicografada em 07/11/94


Quase sempre presente em nossos corações,
Machucando o peito, fazendo doer a alma,
Nos vemos dominados pelas aflições
Que nos invadem e nos fazem perder a calma.

Disse Jesus: bem aventurados os aflitos
Pois que serão consolados.
No entanto nos sentimos malditos,
E quase sempre desolados.

Se nossas aflições parecem sempre maiores,
É porque quase não olhamos para trás;
Duvidamos que virão dias melhores,
E que tornaremos a encontrar a paz.

Nossa fé quase sempre esmaecida,
À escuridão nos conduz;
Precisamos encontrar a fé perdida,
Que nos conduzirá de novo à luz.

Quando nos sentirmos sozinhos,
Numa tristeza que parece não ter fim,
Busquemos na vida novos caminhos;
É simples, mas nunca fazemos assim.

Saibamos separar o joio do trigo;
Identifiquemos nossas raízes;
Busquemos um ombro amigo,
Podemos, sempre, ser mais felizes.

Separemos o amor da paixão de momento,
Não causando a dor de uma separação.
Fazendo de cada dia um novo alento,
Encheremos de amor o coração.

Todos sofremos de carência afetiva.
Ocupados que estamos com nossa vaidade;
Se não agirmos por impulso mantendo a mente ativa
Encontraremos o caminho da felicidade.

A dor que nos aflige é sempre pequena
Quando temos força interior.
Portanto o caminho que mais vale a pena
É o que nos leva a praticar o amor.

Quando a dúvida bate em nossa porta,
Devemos exercitar nossa lembrança;
Veremos que nada mais importa,
Quando se ama e se tem esperança.

O exercício consiste numa simples lista
Que nos traga a lembrança de cada momento passado;
Por que, então, empenhar-se em novas conquistas.
Se o que queremos já foi conquistado?

Depois do edifício concluído,
Com o tempo alguns melhoramentos;
Ou será mais fácil ter o prédio destruído
Construído que foi pavimento por pavimento?

Um coração pode tornar-se corroído
Com o sal das lágrimas que nos olhos arde;
Lembre sempre daquele amor fortemente sentido,
E lute por ele antes que seja tarde.


Ivan Jubert Guimarães

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