Samuel Freitas de Oliveira
Avaré-SP-Brasil


Dos espinhos queixou-se uma roseira,
Por afastarem dela os visitantes,
Que não ousavam, nem por brincadeira,
Acariciar-lhe as folhas verdejantes.


Pediu que fosse igual as outras flores,
Que as pessoas colhiam prazerosas ,
Pois... de que lhe adiantava - em lindas cores -
Produzir, com primor, tão lindas rosas?


E o seu pedido, então, foi atendido...
Mas quando o troco seu ficou despido,
Sem, dos espinhos, ter mais proteção,


As pessoas chegaram e, deslumbradas
Com suas flores vivas, perfumadas,
Só lhe deixaram folhas pelo chão.



Samuel Freitas de Oliveira

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Midi: Rosas del sur