Sá de Freitas


Já fui barco à deriva em mar bravio,
Sem um sopro de vento sobre as velas...
Padeci, muitas vezes, em procelas,
Capazes de afundar qualquer navio.


Mas da fé fiz um remo improvisado,
Fui navegando em ondas de esperança,
Para encontrar repouso e segurança,
Ao coração já triste e tão cansado.


Precisava eu achar Porto seguro,
Um Farol que tirasse-me do escuro...
Precisava soerguer-me dos fracassos.


E aí aportei-me à praia da saudade,
Joguei ao mar o orgulho e a vaidade,
E retornei feliz para teus braços.



Sá de Freitas

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