Ivo Pereira da Cruz



Saboreio o dia incerto de uma morte eterna
Aonde irei sem saber por que nem para onde
Encontrar finalmente a alma que hiberna
Esperando-me num vale entre luzes de neon.


O que dirão os que ficarem depois de mim
Vendo-me partir num dia qualquer de outono
Absoluto e rindo dentre as flores de carmim
Sem ser de ninguém e também de nada dono.


Quem sabe os que lerem o que deixo escrito
Descubram uma grandeza que nunca tive
Nos versos densos de meu ser proscrito


Que buscou a paz sem nunca tê-la achado
E nos longos dias de sua vida breve
Amou muito... Muito mais do que foi amado.



Ivo Pereira da Cruz

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Midi: As rosas não falam