Fábio Gribel

 

 

Águas flutuantes
Sobram em minhas sombras,
Sombras noturnas,
Noite soturna
De raios uivantes
A frisar em riscos dourados
O decorado espelho da minha alma.
Sombras,
Das voluptuosas correntezas
Que despeçam corolas aflitas,
Que despeçam pétalas desditas.
Sombras,
Compungida certeza
Lacerando minhas incertezas.
Sombras,
Noite que assombra.
 

 

Fábio Gribel

 

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