Cleide Canton
São Carlos, 05/08/2013

 



Deixe na paz os versos meus
contados, cantados,
simples ou rebuscados,
tortos, enviesados,
lineares ou quadriculados.


Não dizem sempre o que sinto
mas dizem daquilo que penso
sem fugir do consenso.
Não exploram verves alheias
nem expressões cuspideiras.


Passeiam no clarão da lua
sem buscar do sol o dourado.
Caminham soltos
com preceitos sem preconceitos
e sem noção de pecado.


É minh'alma que canta
as ilusões que ainda sonho,
os desejos que abraço
e embalo no meu regaço.
São palavras que encaixo
na magia de mil compassos
da melodia que eu mesma traço.


Meus versos vestidos
de luto ou de festa
percorrem caminhos quaisquer
ou se debruçam nas sombras do nada.
Mas são versos paridos
sem luta e sem dor
que pedem, que imploram
por um pouco de amor.



Cleide Canton

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