Ivan Jubert Guimarães
05.02.2007


Os dias que passo sem te ver
São longos como os dias da infância.
A ansiedade da espera traz agonia
E não fosse pela tristeza na face,
Eu nem sentiria o envelhecer.


O tempo parece andar devagar
Quando não estás por perto,
Mas é ver teu nome surgir na tela
Eu grito: É ela! E, em seguida, te chamo.
E o assunto não importa. Apenas conversar.


Quando surges em minha tela, entretanto,
Falo tanto que penso cansar "teus ouvidos",
Mudo tanto de assunto, falo de saúde,
Falo de teus filhos, de trabalho e projetos,
E adoro quando começas a falar também.


Tua presença me traz a alegria escondida,
Nos recantos mais profundos do coração,
E ela brota com a naturalidade espontânea,
Que me faz sorrir ao ver os sorrisos teus.
E fico a te admirar através da tela de um computador.


É mais do que uma relação virtual e até mesmo real;
Este sentimento já ultrapassou as barreiras da metafísica,
De original, só o fato de ser puro e verdadeiro,
Claro que tem um cheiro forte de pecado e de sabor carnal,
Mas muito acima disto tudo ele é forte, é espiritual!



Ivan Jubert Guimarães

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