Ivan Jubert Guimarães
20/08/2006


Eu quero que essa mulher me venha
Rastejando e implorando agrados!
Não quero que ela me tenha;
Eu a quero submissa e sofrida
Mendigando o amor que um dia jogou fora;
Eu a quero desesperadamente perdida,
Apenas para mandá-la embora!
Quero vê-la maltrapilha e mal cheirosa,
E rir das rugas que carrega na testa,
Eu a quero arrependida e chorosa,
Prometendo que vai ser honesta.


Se ela vier, entretanto, que alegria,
A receberei com uma grande festa;
Escreverei minha mais linda poesia,
E darei a ela o melhor lugar da mesa,
Para que todos a olhem com cobiça,
Porque ainda possui grande beleza,
E a todos os homens enfeitiça.
Que ela venha com um sorriso brilhante,
Com os lábios abertos e carnudos
Que ela seja a mais bela e elegante
E que deixe todos os homens mudos.


Eu a quero como nunca a tive antes,
Desbravar seu corpo por inteiro,
Ver dentro de seus olhos dois diamantes
E por ali começar a beijá-la primeiro.
Sentir o gosto do batom em minha boca,
Exaurir-me até ficar com a boca dormente,
Possuí-la com minha paixão mais louca,
Penetrando-a inteira fortemente;
Saciar o meu desejo alucinante,
E adormecer entre seus seios vibrantes,
E senti-la dormir em meus braços de amante.


Ivan Jubert Guimarães


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