Ivan Jubert Guimarães
30/05/2009


Ele surge meio que assim de repente;
Chega manso, mas incendeia num instante;
Leva-nos da tristeza a um estado de contente,
E o coração da gente fica muito mais vibrante.


O amor se apresenta, às vezes, pouco estranho;
Vem colorido com cores de lindos matizes,
Vem pequeno, mas com o tempo cresce no tamanho;
Mas seja lá como for, sempre nos deixa felizes.


Algumas vezes o amor chega sem ser notado,
É quando ele nasce por dentro primeiro,
Sem revelar a paixão física, meio descuidado,
É um misto de amor e ternura que nos toma por inteiro.


Amor que é amor não morre nunca de forma trágica,
Ao contrário da paixão que sempre acaba em tristeza,
O amor, quando chega, vem como num passe de mágica
E traz consigo alegria e a plenitude da beleza.


Há momentos em que o amor começa como num sonho,
Ele chega sem avisar, não importa o tempo e nem a hora,
Ele deixa leve tua alma, elimina todo pensamento tristonho,
E tu o aceitas, o abraças, e não queres que ele vá embora.


Tu sabes que estás amando e sentes isso em teu rosto,
O primeiro toque faz teu corpo vibrar de tanta emoção,
Ah e o suspiro que dás quando sentes o beijo no pescoço!
Diz-me, não tens vontade de entregar teu coração?


A carícia que te faço transforma-te numa bela escultura,
Tua pele fica fria onde antes só a chama forte ardia;
E explorar teu corpo docemente torna-se uma aventura,
E a cada toque meu todo teu corpo se arrepia.


E na hora em que minhas mãos te afagam os seios,
Sinto que o desejo inflama a paixão que já não é pouca,
E tateio teu corpo e já não sinto nenhum bloqueio,
Beijo-te inteira e termino com minha língua em tua boca.


Depois, chegada a hora do aconchego que te faço,
Te sinto lânguida e tua respiração suave me entontece,
Te trago mais perto e te prendo com meu abraço,
Podes crer: é assim que meu amor acontece!


Ivan Jubert Guimarães


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