Ivan Jubert Guimarães
06/08/03


Também sinto a falta de um porto seguro,
Onde possa lançar âncoras, parar de navegar.
Dias sem sol, noites sem lua, mar revolto e escuro.
Perdido no oceano, sem porto para aportar.


Das ondas de teu corpo tenho vontade,
Surfar por entre os seios rijos e macios,
Para depois naufragar numa saudade,
Provando que chegar ao porto não é fácil.


O convite da sereia inda me encanta,
Quando geme nos prazeres da luxúria,
Sugando meu sexo que se levanta,
E bebendo de meu gozo com toda fúria.


Sou marujo que navega em todos os mares,
Pelo simples e forte desejo de navegar,
Preciso estar sempre em novos lugares,
É só o barco que precisa ancorar.


Se o vinho que bebemos tornou-se azedo,
É porque ficou exposto demais,
Se tu dizes que foi o tesão que acabou cedo,
Não quer dizer que não te deseje mais.


A viagem de retorno sempre acontece,
E permite o reencontro dos amantes,
Se me quiseres assim e se te apetece,
Desbravarei teu corpo como antes.


Ivan Jubert Guimarães


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