Ivan Jubert Guimarães
31/08/2000


Da boca que te beija com ternura
Saem palavras fúteis e banais
A mão que te acaricia de forma pura
Também te agride te afastando mais.


Ó boca podre que agride de forma vil
Tenta ao menos falar com doçura
Deixa o cérebro entender o que ouviu
E te cala e te fecha na brandura.


Ao abrir-te esconde a língua da infâmia
Solta o hálito com perfume da gardênia
Deixa descansar tua mente insânia
Impedindo-te de pronunciar a blasfêmia.


Ordena ao teu orgulho que se cale
Ajoelha-te, rasteja, vê se te humilha
Pois senão o que desejas nada vale
E não acharás da vida a maravilha.


Agora ergue os olhos em prece
E abre os lábios num doce sorriso,
Entrega-te a Deus e agradece
Porque amar é bom e é preciso.


Caminha com passo firme e decidido
Leva na fronte um ar resoluto
Pede desculpas, mas este teu pedido
Deve ser para obter o perdão absoluto.



Ivan Jubert Guimarães

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Midi: With a song in my heart