Ivan Jubert Guimarães
24/11/2007

Por mais confuso que às vezes eu pareça,
Tenho a plena certeza de quem eu sou.
Mesmo que vez por outra eu me esqueça,
Não significa que não saiba onde estou.
 

 

Terei duas personalidades ou apenas uma?
Ajo diferente dependendo do ambiente.
Mas sei que quem tem duas, não tem nenhuma
Gosto de muitas coisas, principalmente de gente.
 


Por minha própria vontade, sou meio calado,
Prefiro primeiro ouvir antes de me manifestar,
Não que eu seja um sujeito acabrunhado,
Mas gosto de sentir o solo no qual vou pisar.
 


Em casa sou diferente do que sou na rua,
Sou impaciente e me irrito com facilidade;
Já ouvi: “isso é normal a culpa não é sua”
E eu acredito mesmo sem saber se é verdade.
 


Mas seja o que for, eu gosto muito de mim,
Quando me olho no espelho gosto do que vejo;
Mas não sou narcisista nem tão belo assim,
Porém reconheço ser o homem que eu almejo.
 


Não sou puro, ainda, e sei que tenho defeitos;
Mas tenho trabalhado muito para melhorar,
Afinal de contas, na Terra ninguém é tão perfeito,
Mas tenho, porém, grande capacidade de amar.
 


Está cada vez mais difícil viver a vida como ela é;
Muita competição, muito egoísmo e violência,
Mas para cada tombo que levo, logo fico de pé;
E com isso vou treinando bastante minha paciência.
 


Se algo ainda me prende muito é a vaidade,
Meu Deus como é difícil livrar-se dela;
Enquanto for vaidoso não terei a felicidade,
A vaidade está em minha poesia quando ela é bela.
 


Eu me dedico muito a um trabalho voluntário,
E acreditem: nunca senti antes tanto prazer,
Não preciso reclamar do serviço ou do salário,
Faço o que faço pela alegria de viver!
 


É assim que a minha vida atual se passa,
E não tenho mais nada do que reclamar;
Minha vida, finalmente, está cheia de graça,
Obrigado Pai por ter-me ensinado a amar!
 



Ivan Jubert Guimarães


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