Ivan Jubert Guimarães
03/03/2007
 


Sempre fui muito exigente quando o assunto era mulher,
A ponto de dizer que não existe uma mulher ideal.
Esse negócio tal de preferir louras, ruivas, negras ou morenas,
É coisa de quem não é lá muito chegado no assunto.
 


Mulher é cativante qualquer que seja o seu perfil,
A cor dos cabelos não importa e não é decisivo para a escolha.
Os olhos, não importam se verdes, azuis ou castanhos,
Mas têm que possuir um brilho estranho que vem lá de dentro da alma.
 


As pernas, finas ou grossas, não são lá de muita importância;
O importante é que elas se enrosquem em você no momento certo.
Mesmo quando tem alguém por perto, que ela saiba ser insinuante.
Sutil e delicada como só uma mulher apaixonada consegue ser.
 


A mulher pode ser muda, palavras não têm tanta importância assim,
O que vale, para mim, são o sentimento e a emoção de seus gestos;
As mãos têm que ser cuidadas, mas não necessariamente macias,
Mas a mulher tem que ter a suavidade quando for fazer um carinho.
 


Escolher a mulher mais bela entre todas as belas mulheres,
É tarefa insana, pois a beleza é tão subjetiva ao gosto de cada um,
E a mulher que sabe ser feminina já ultrapassou a beleza relativa;
Ela torna-se absoluta ao deixar de ser menina para tornar-se mãe.
 


Não existe grávida feia e nem uma mãe que não seja linda.
A beleza da mulher está dentro dela e não apenas do lado de fora;
E essa beleza não se finda, ela cresce e se espalha eternamente.
E quando se sente amada atinge a plenitude da emoção.
 


E é o seu coração que o homem quer conquistar e partilhar sua vida;
Tornar-se companheiro, amante e não senhor de sua amada.
Transformá-la em eterna namorada, para os bons e os maus momentos,
É só ter no pensamento, respeitá-la e proporcionar-lhe felicidade.
 


Uma coisa ela precisa saber fazer, de vez em quando tem que cozinhar,
Um prato temperado com muito carinho e uma pitada de pimenta picante,
Pra iniciar uma saladinha, regada com um delicioso e refrescante vinho.
Eu já encontrei o meu perfil de mulher ideal, mas Márcia é só minha.



Ivan Jubert Guimarães


Direitos reservados ao autor