Ivan Jubert Guimarães
14/08/2000


Tento em vão controlar meus pensamentos
Afastando tua imagem de minha mente.
Pois a cada minuto do dia, a todo o momento
Só consigo ver teu rosto na minha frente.


Que delícia de tortura é essa
Que castiga e machuca docemente?
Atinge fundo minha alma, sem pressa,
Queimando-me o peito ardentemente.


Loucuras de uma juventude distante
Retornam vívidas à lembrança;
E a teu lado, mesmo que por um instante,
Sinto de novo a alegria de quando eu era criança.


Teu riso solto e límpido como a neve,
Deixa transparecer toda tua candura,
Quando ressoa, mesmo que num tempo breve,
E exibi-te como a mais linda criatura.


Na escola do tempo que é a vida,
Tento tirar proveito do que ela ensina,
E, para minha alegria, a nota já obtida
Foi um dia encontrar-te minha menina!


Quisera acreditar seja sempre assim!
Não me interessa saber se é efêmero, mesmo porque
Eu só queria saber se consegues pensar em mim,
Com a mesma intensidade que eu penso em você!


Ivan Jubert Guimarães


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