Ivan Jubert Guimarães
23/08/2014



Tenho pensado muito na morte;
Pois sei que ela já se avizinha.
Passaram-se mais de 60 anos,
Não sei se foi por azar ou sorte
Perdi a minha fada madrinha,
E tenho cometido muito enganos.


Não tenho mais por quem lutar,
Só posso lutar por mim mesmo;
Eu que sempre pensei no outro
Fico sem ter com quem falar.
Ando pela vida rodando a esmo,
Não vejo alegria, nem um pouco.


Sei que já fui até muito egoísta;
Afinal ninguém é sempre perfeito,
Mas mudei as minhas atitudes.
Eu sempre fui um idealista,
E fracassei, fiz tudo mal feito,
E nunca mostrei minhas virtudes.


Achava que o amor romântico,
Durasse por toda uma vida,
Mas poetas são muito vulgares;
Nos versos de meus cânticos,
Homenageio a mulher querida
Que anda por todos os lugares.


A poesia não flui como antigamente,
Já está na hora de parar de poetar,
A inspiração nem sempre é verdadeira.
Antes, os versos agradavam muita gente,
Hoje, nem as musas os sabem recitar;
Esta poesia talvez seja a derradeira.


Estou triste, talvez um pouco deprimido;
Na política me sinto impotente e mal;
O país que amei virou uma espelunca.
Sem amor e companhia estou fodido;
Ou esqueço o Pensamento Liberal
Ou me mando para a Terra do Nunca!



Ivan Jubert Guimarães

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