Ivan Jubert Guimarães
24/03/2007



Não foi um sonho, foi apenas fruto de minha imaginação;
Era um final de tarde de sábado de um dia muito agradável;
Dos alto-falantes do parque se ouvia um samba canção,
Uma melodia antiga e romântica de um sentimento admirável.


A música tocou fundo em nossos corações e foi muito marcante,
E foi nesse instante que as mãos se uniram e os dedos entrelaçados,
Tímidos num primeiro momento, mas ficaram unidos o bastante,
Para logo em seguida nos envolverem e caminharmos abraçados.


Paramos para brincar de acertar a boca do palhaço que sorria,
Atirando com pistolas de água até estourar aquela tola bexiga,
E para minha surpresa, logo na primeira tentativa do dia,
Ganhei o prêmio pela pontaria, uma boneca, bonita, mas antiga.


Teus olhos brilharam quando a entreguei em tuas mãos delicadas,
Os meus olhos ficaram encantados e queriam apenas
Ver-te sorrindo, carregando a boneca, e ambas abraçadas,
Olhando para mim, cabeça em meus ombros, um show de belas cenas.


Seguimos caminhando, comendo pipocas e rindo contentes,
Andamos de carrossel, de trem fantasma e na roda gigante,
Sentíamo-nos mais jovens como dois maduros adolescentes,
A roda parou e nós lá em cima, nos beijávamos a todo instante.


A noite chegou bela e estrelada e o luar refletindo um calor,
E paramos em uma fila, chupando um sorvete de morango,
Até que finalmente o trenzinho entrou no túnel do amor,
E após beijos nos abraçamos como se dançássemos um tango.


Sentir o calor de teu corpo tomado de desejos e teu hálito quente,
Excitou-me tanto a ponto de querer possuir-te ali mesmo no trem,
Abri tua blusa, acariciei-te os seios e beijei tua boca num beijo ardente,
Teus suspiros, carícias e tuas mãos atrevidas me desejavam também.


Saímos do parque em desabalada carreira à procura de um lugar,
Onde pudéssemos ficar a sós e desfrutarmos nossas paixões,
E eu nunca pensei em toda minha vida que pudesse te amar,
Tanto como passei a te amar em um parque de diversões.



Ivan Jubert Guimarães


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