Ivan Jubert Guimarães
12/06/2007


E aqui ainda estou eu, pensando no que vou dizer!
Há mais de três horas olhando para uma tela vazia.
Pensamentos distantes, sem saber o que escrever.
Só ouço o som do silêncio que se pronuncia todo dia.
 


Dizem que o sábio é aquele que ouve e não fala,
Que o paciente senta-se à beira do rio e espera,
Que tipo de poeta eu sou cuja voz nunca se cala?
E não viu ainda que seu sonho é simples quimera?
 


As palavras não me vêm hoje como de costume,
É como se o coração se mantivesse mudo,
Pareço prisioneiro da indecisão como um vaga-lume,
Que fica piscando clareando e escurecendo tudo.
 


Às vezes é triste a vida de um simples poeta,
A mente fica confusa e até se obscurece,
Ele até tenta escrever, mas a mão fica quieta.
Ele insiste, força, mas a mão não obedece.
 


Seus pensamentos voam muito rapidamente
Suas mãos não conseguem acompanhar,
Ele tenta tirar as palavras de sua mente,
Mas tudo o que encontra é o verbo amar.
 


Então ele cria no fundo de sua imaginação,
A mais perfeita, a mais bela e perfumada rosa;
Sente o aroma e cruza-a em seu coração,
E sai cantando seus versos, todo prosa.
 


Mas hoje, para ele, é um dia todo especial;
Daqueles que só acontecem uma vez por ano,
E se as palavras não chegam já não faz mal,
Basta encher o peito e apenas dizer: te amo!



Ivan Jubert Guimarães


Direitos reservados ao autor