Ivan Jubert Guimarães
23/06/2007



Não sei mais o que digo, nem sei se ligo, se falo ou se brigo;
Apenas entendo que do jeito que está não dá para continuar;
O cheiro de enxofre, pegou-me de chofre e acabaria comigo;
Não fosse o desejo, que sorte, mais forte que a morte de lutar.
 


Não quero e nem posso permanecer mais tempo calado,
A voz embargada, vergonha calada, falando sem dizer nada;
Um grito de alerta, quem sabe acerta meu coração apertado,
E eu possa de novo, pensar em meu povo e na pátria amada.
 


Uma política nojenta, a justiça que inocenta estes canalhas ladrões;
A corrupção tamanha é a grande façanha dos que estão no poder;
O poder que os alimenta é o mesmo que nos afugenta para os porões.
E ficamos presos em nossos buracos, como ratos, sem nos defender.
 


Está na hora de sair de novo às ruas numa grande mobilização,
De forma organizada, sem facções uniformizadas, na marcha da limpeza,
E que não falte a emoção, o brilho nos olhos e o amor no coração,
A luta será ferrenha, jogue mais fogo na lenha, que se queime a impureza.
 


Ministros que falam o que não devem e que fedem ao abrir suas bocas,
A hipocrisia malcheirosa, a mentira espalhafatosa e o desrespeito humano,
Em todo o país há podridão, dominaram a nação com suas ambições loucas;
Um congresso que negocia, que a todos alicia fazendo cair o pano.
 


Este pano é nossa bandeira, que um dia foi brasileira e hoje nos envergonha.
Esta classe de políticos, de ladrões e de assassinos só acabará com muita luta,
E só um povo guerreiro, com coração brasileiro, terá o país que se sonha,
Isso é possível, embora pareça incrível, basta expulsar todos os filhos da mãe.



Ivan Jubert Guimarães


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