Ivan Jubert Guimarães


O amor é tão absoluto que nunca deixa de existir.
A paixão se esvai logo que a chama se apaga,
Nessa hora o amor prevalece, e se faz sentir.
E quando sentimos amor, ele nunca se acaba.
 


Amor que é amor, mesmo que tenha paixão no meio,
Tem que ser vivido em sua plenitude e delícias,
Não há nada como desfrutar de um par de seios,
E gozar do prazer de receber as carícias.
 


Mas amor que é amor pode viver sem prazeres
Ele não aumenta nem diminui, simplesmente é;
Quem sente assim sente aumentar seus poderes,
Torna-se forte mesmo remando contra a maré.
 


Aquele querer estar junto motivado pelo amor,
A saudade antecipada que uma partida provoca,
Traz um sentimento de solidão e de muita dor,
É quando a paixão toma conta e pede algo em troca.
 


Amor que é amor nada exige e se contenta com pouco.
Abstém-se de tudo, pois já é rico demais, é puro;
Não é ávido por querer, não é simplório, não é louco.
Amar de verdade é enxergar a luz num caminho escuro.
 


Quem ama de verdade agradece em forma de oração,
Pois não há no mundo dádiva maior do que este sentimento,
Que brota do fundo da alma até passar pelo coração,
E lá se instala docemente e se manifesta a todo o momento.
 


É bom sentir-se amado, mas melhor ainda é amar;
Pois aquele que ama nada teme e enfrenta o mal;
Entrega-se todo, pois sabe que nunca vai acabar
Demonstra seu sentimento com apenas um sinal.
 


Mas tem o amor também gostoso de viver
Que é o amor que se sente por uma mulher;
Ele surge sem que você precise escolher,
E te segue sempre para onde você quiser.
 


Eu que amo sempre com tal intensidade,
Que por onde passo amor eu esparramo,
Sou a prova de que para amar não há idade.
Pois sempre vivo dizendo: te amo, te amo, te amo!

 



Ivan Jubert Guimarães


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