Ivan Jubert Guimarães
19/11/2011


Aquilo que tu
dizias sentir por mim
não era amor,
embora tu pensasses que sim.


Amor não acaba,
é eterno e é diferente
da paixão,
pois a chama se apaga.


O amor perdura
e resiste às forças do mal.
O amor deixa a alma pura
e não carrega algo fatal.


O tempo não tem importância
e seja lá quanto tempo for;
tampouco a distância
impede que se viva um grande amor.


Meu amor não é paixão desmedida,
qual a chama de uma grande fogueira;
não, o meu amor é coisa sentida,
não é só excitação, é sério, não é brincadeira.


Assim,
eu não brinco com os sentimentos de outros,
não quero tampouco que façam isso a mim,
embora confesse que já tive desejos loucos.


E não foram poucos!
Como poeta, muitas mulheres desejei,
vivi momentos muito loucos
de paixão lasciva, que nunca esquecerei.


Tratei a todas com sinceridade,
minha boca quase não fala "eu te amo",
porque é fácil falar no auge da intimidade,
mas na solidão é o teu nome que eu chamo.


Mesmo sabendo que o que sentes não é amor,
eu ainda te procuro e te chamo;
e de meu quarto frio e escuro
repito teu nome porque eu te amo!



Ivan Jubert Guimarães

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