Ivan Jubert Guimarães
05/06/2011


Ah quantas mulheres eu amei!
Mulheres as quais nunca eu tive,
Elas não estiveram onde eu estive
E, por isso, eu jamais as encontrei.


Mulheres criadas em minha imaginação,
Mulheres formosas e cheias de brilho;
Com cada qual gostaria de ter um filho
E seguir com a ordem da multiplicação.


Mas por que buscar no pensamento
Por Giocondas, Marílias ou Amélias,
Se não luto contra moinhos de vento
Como Quixote fazia por sua Dulcinéia?


Não preciso imaginar como é o amor,
Pois já tenho o que quero na vida,
E se meu peito sofre com este ardor
É porque eu te amo muito querida!



Ivan Jubert Guimarães


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