Ivan Jubert Guimarães
19.07.2006


Não há nada pior que do porvir o desconhecimento;
É um receio muito maior que a simples curiosidade;
Parece que um tremor se avoluma a cada momento,
Tirando da gente a gostosa sensação de felicidade.


Objetivos não cumpridos retornam à nossa mente;
Fazendo com que fiquemos cada dia mais forte,
E procuramos a cada dia que passa seguir em frente,
E conseguir um tempo maior fugindo da morte.


Ela que é apenas um retorno às nossas origens,
A um plano imaterial já tantas vezes percorrido,
Mas cada vez que surge é como se fosse virgem,
Pois nos esquecemos facilmente do que já foi vivido.


Por mais longa que seja na Terra a nossa existência,
Ela se encurta desde o momento em que a gente nasce,
E é por isso que devemos resolver nossas pendências,
Concretizando os planos antes que a vida toda se passe.


Quando sentimos a morte nos rondando de perto,
É que vemos os projetos que não foram feitos,
Nesta hora em que queremos gritar de peito aberto,
Uma tristeza profunda vem se alojar dentro do peito.


Que a fé que eu tenho possa crescer agora,
Que bons pensamentos venham me fortalecer.
Que este mal saia de mim e vá logo embora,
Tudo o que eu quero é saúde e continuar a viver.


Não sendo possível, eu aceito a minha sina.
E digo a Deus "seja feita a Tua vontade",
Como parte do Todo e da centelha divina,
Eu espero que fique toda minha saudade.



Ivan Jubert Guimarães

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