Ivan Jubert Guimarães
02/02/2008


Perguntas que sempre me vêm à mente,
Respostas que nunca me deixam contente,
Quem sou, de onde vim, onde estou?
E para onde eu vou? Se é que vou!


Por quais lugares eu já estive em outras vidas,
Quantas vidas eu vivi e como elas foram vividas?
Já fui negro, mendigo, bandido ou já fui rei?
Talvez bobo da corte, confesso que não sei.


Não ter lembranças do que fui me angustia,
A vida seria mais fácil se vier a saber um dia.
Mas adiantaria realmente saber o passado?
Talvez eu me prendesse e me julgasse culpado.


Se Deus me deu o dom do esquecimento,
É para que eu não viva um grande tormento;
É para que eu evolua e viva em harmonia,
É para que eu consiga encontrar sabedoria.


Na verdade isso tudo já não me incomoda,
Pois eu sei quem sou e viver não é foda.
Viver é para os fortes, para quem tem coragem
De existir, de buscar a verdade, o resto é bobagem.


Já descobri onde estou e o que vim fazer por aqui
Também sei de onde eu vim, e sei que não me perdi;
Creio que já faço o que vim fazer neste planeta,
Mudar de conduta, assim como a lagarta vira borboleta.


E acreditem que também sei para onde vou, ah se sei!
Eu tinha um jogo e Deus só vai querer saber se eu o joguei.
Mas quando eu me for, partirei com a garra de um samurai,
E vou viver em alguma das moradas da casa do meu Pai.



Ivan Jubert Guimarães


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