Ivan Jubert Guimarães
15/08/2009


Ah que saudade eu sinto agora,
Daqueles tempos que já são idos
Nada mais é igual como foi outrora,
Foram momentos lindos vividos.


Aquela paixão louca e atrevida
A qual nos entregávamos ao prazer,
Hoje encontra-se tão escondida,
E me conformo, o que se há de fazer?


Era um roçar de pele e provocava arrepio
Um toque de dedos e tua blusa caía,
Teu corpo nu que nem sentia o frio
Se entregava ao fogo que de minhas mãos saía.


Quando afagava teu seio e beijava tua boca
Tomava posse de ti e te conduzia do meu jeito,
Íamos do romance para uma aventura louca
E eu me saciava apertando e beijando teu peito.


Apertava tuas coxas lisas e aveludadas,
Travesseiros jogados, lençóis atirados,
Cabelos já umedecidos, peles suadas.
E uma explosão de corpos saciados.


Ah quem me dera o tempo voltasse,
E vivêssemos de novo como amantes,
Eu te amaria tanto se o tempo parasse,
E juro que seria muito melhor do que antes.

 


Ivan Jubert Guimarães


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