Ivan Jubert Guimarães
13/05/2009


Flechas que atingem meu corpo em brasa,
Marcando a carne, já fraca, fazendo feridas,
Eu que ando buscando paixões às escondidas,
Vivendo a solidão do amor dentro de minha casa.


O poeta não costuma negar seus sentimentos;
É corajoso, talvez leviano, nas suas intenções,
Mas acredita no que diz em todos os momentos,
E quer viver sua vida repleta de emoções.


E é por isso que eu me apaixono tanto;
E falo de paixão, não de amor verdadeiro,
A paixão que arde e consome todo encanto,
Ao ver meu corpo queimar-se por inteiro.


Sei muito bem da diferença entre paixão e amor;
Um faz sofrer, provoca arrepios e um gelo na espinha,
O outro aquece e me acompanha seja lá onde eu for;
Mas é a paixão que me faz dizer: Tu és minha!


E de paixões em paixões, algumas mal resolvidas,
Vou vivendo com cada uma a minha fantasia,
Muitas vezes busco na poesia e nas bebidas,
Embriagar-me, tomando um porre de alegria.


Ivan Jubert Guimarães


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