Ivan Jubert Guimarães
11/05/2011



O mundo está cheio de futilidades,
Não mais espaço para as alegrias,
Fica difícil encontrar a felicidade,
Em meio aos contrastes de cada dia.


Se de um lado há uma classe privilegiada,
Que tem posses e desfruta de tudo,
Do outro há milhões que não possuem nada,
E que andam pelas ruas, quase desnudos.


Algumas crianças estão em boas escolas,
Outras não têm onde aprender a ler,
Estas viverão de pedir esmolas,
E aquelas escolherão o bem viver.


O crescimento do país não pára,
O consumo não para de crescer,
Falta, no entanto, muita vergonha na cara,
Pois muitos não têm sequer o que comer.


Hoje se mata pobres moradores de rua,
Enquanto a cidade dorme recolhida,
À noite não se olha mais para a lua,
Mas para o chão, para tirar outra vida.


Em que estamos nos transformando?
Não seria melhor aprender a repartir,
Do que imiscuir-se nos desmandos,
Matando inocentes e se pondo a rir?


Talvez queiram acabar com a pobreza
Que assola a classe de pele escura;
Aqueles que pensam viver na nobreza,
Não possuem o caráter da lisura.


Sim, no Brasil existe o preconceito,
O pobre é tratado pior do que o animal,
É que temos um governo que não tem peito
Para for fim a essa injustiça social.


Não houve abolição da escravatura,
Pelo menos ninguém se lembra disso;
Será que existe uma solução futura
Ou ninguém irá assumir esse compromisso?


Ricos e pobres sempre existiram no mundo,
Rico muitas vezes é ladrão e não trabalhador,
E o pobre quase nunca é um vagabundo,
Trabalha pesado e para comer dá o seu suor.



Ivan Jubert Guimarães

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