Ivan Jubert Guimarães
08/10/2011


Ela até que tinha uma carinha bonita,
Parecia bem jovem e sorria para mim
Olhos negros, de uma beleza infinita;
Vestia-se de preto e tinha lábios carmim.


Como quem nada quer, ela sorriu pra mim,
Fiquei encantado e só via aquele belo rosto.
Dela exalava um perfume de jasmim
Mal sabia eu que aquilo seria um desgosto.


Mas ela era tudo o que eu queria,
E eu tolo acabei mordendo a isca
Não pensei no que aconteceria
Com os olhos soltando faíscas.


Aproximei-me daquela criatura,
E foi quando eu percebi,
Que de perto era a imagem da feiúra
E quis me afastar logo dali.


Mas estava preso, os pés presos ao chão;
Ela só me olhava, ria, mas não tinha papo,
Desvencilhei-me dela com forte supetão.
Fugi antes que fosse transformado em sapo.


Ivan Jubert Guimarães

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