Ivan Jubert Guimarães
12/11/2017

Meu amor, antes que eu morra
Quero ver-te uma vez mais,
Ver teus olhos brilhantes
A luzir nesta masmorra
Como se fossem dois diamantes
Que não perdem o brilho jamais.

Quero sentir novamente
A suavidade de teus cabelos,
Enroscando entre meus dedos,
Durante o beijo ardente
Fazendo deles novelos
Naquele abraço “caliente”.

Depois de certa idade,
Dizem que o amor termina
E vira uma linda amizade;
Saibas que meu amor é puro
E seja lá como for eterna menina
Quero viver em teu porto seguro.

Sei que a vida nunca acaba,
E com o tempo tudo desaba,
O corpo sente a velhice
O esqueleto até enfraquece,
Se o olhar não perder a meiguice,
De amar a gente nunca se esquece.

Assim, antes que tudo desabe,
Que tal reviver os momentos
Sermos felizes, quem sabe?
Acabemos com os sofrimentos
Causados por tanta solidão,
Que tanto mal fazem ao coração.

Estes versos não são pessimistas,
Falam de um amor duradouro;
Os poetas são meros artistas,
Que fazem os dias vindouros
Trazendo um novo florescer,
Só quero ver-te antes de eu morrer!


Ivan Jubert Guimarães

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Midi: Classico - Instrumental