Ivan Jubert Guimarães
02.09.2006



É chegada a hora da mudança!
Não dá mais para continuar assim;
Já cresci, deixei de ser criança!
E eu já estou bem mais perto do fim.
 


Não, não estou pensando na morte;
Embora reconheça que ela se avizinha;
Estou buscando tornar-me mais forte,
Para que ela passe por mim e siga sozinha.
 


Mas reconheço que preciso mudar meu jeito,
Tentar melhorar ainda mais minha conduta,
E colocar mais coragem dentro do peito,
Senão de nada vai adiantar tanta luta.
 


Ainda lembro de atos de meu passado,
Que pratiquei em um tempo já distante;
Carrego o remorso comigo bem guardado,
Isto é sinal de que não mudei o bastante.
 


Eu preciso fortalecer a minha crença,
De que se eu quero, tudo eu posso;
E para me livrar desta minha doença,
Não preciso mais do que um Pai Nosso.
 


Mas não de uma simples oração decorada;
Deus, ao ouvi-la, saberá se a estou sentindo,
E me concederá a graça tão desejada,
Se souber que não estou simplesmente fingindo.
 


Se, no entanto, tiver chegado minha hora,
Urge ainda mais que minha retomada,
Comece o quanto antes, de preferência agora.
E que vare toda a noite, toda a madrugada.
 


O altar será montado exatamente na hora certa,
Para que não seja de modo algum violado.
Minha mente treinada deverá estar bem aberta,
Para comandar um exército de células bem armado.
 


Células sadias que vão expulsar as malignas;
E tenho que começar o ataque ainda nesta noite,
Iluminando a batalha com a centelha divina,
Que usarei como espada e como um açoite.
 


E assim a vitória poderá ser alcançada,
Se Deus achar que assim eu mereça,
Que esta noite seja por Ele abençoada,
E que eu me cure antes que o dia amanheça.
 

 

 

Ivan Jubert Guimarães

 

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