Ivan Jubert Guimarães
09/06/2007


Namorar é muito bom, é gostoso, como é bom amar.
Seja aquele primeiro amor de nossa infância,
Quando ainda nem aprendêramos a beijar,
E pela timidez, namorávamos mais à distância
 


O namoro mais atrevido começou na adolescência,
Quase sempre era proibido com a mãe da moça vigiando,
Acreditando que a filha ainda possuía toda inocência,
E cada vez que se afastava continuávamos nos amassando.
 


Veio a mocidade e à procura pela menina direita,
Aquela que pensávamos fosse para casar.
Pegar na mão no primeiro encontro não era coisa aceita,
Imagina o tempo e a saliva que se gastava para se beijar.
 

 

A fase adulta acontece e traz muita responsabilidade,
O namoro fica mais sério e toma ares de noivado;
E a gente vai ficando tenso e começa a sentir saudade,
Do tempo dos namoros doces e quentes do passado.
 


Mas o amor dessa fase é mais forte que o vento,
Te doma, te amarra e te prende sem que você repare.
E ao se dar conta já está no altar, é seu casamento,
E você prometendo fidelidade até que a morte os separe.
 


Os anos passam, as bodas chegam, os filhos crescem.
E você olha para ela, companheira de toda uma vida,
Algumas rugas no rosto, os cabelos que embranquecem
E você sorri e pensa como ela é ainda tão querida!
 


E assim a vida se passa para os corações apaixonados;
Um respeito que nunca morre, um amor que se enobrece,
E que no dia e, principalmente, na noite dos namorados,
Você se lembre que um grande amor sempre cresce.



Ivan Jubert Guimarães


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