Ivan Jubert Guimarães
29/08/2006


Tantas vezes já me deparei com a beleza da vida,
E sempre me deixo impressionar com o belo.
Há momentos em que deixo meus olhos percorrerem
As paisagens dos lugares por onde ando
E sempre me surpreendo com o que vejo.


Se eu estou na serra de uma estrada sinuosa,
Gosto de olhar para as encostas das montanhas,
Ver os diversos tons de verde das matas,
Divisar os raios solares furando as copas das árvores,
Fazendo secar as folhas soltas no chão.


Olhar um rio que percorre seu curso,
Serpenteando por entre as pedras de seu caminho,
É ver a força da correnteza agindo,
Desbravando as terras que vai cortando,
Até chegar ao seu longo destino.


Pés descalços na areia da praia,
Numa tarde de um outono qualquer,
Com o vento marinho atingindo o rosto
E o barulho das ondas do mar rebentando
Como trilha sonora de uma vida de amor.


Quando ao cair da tarde o sol se põe
Trazendo no encalço uma noite de estrelas,
Refletidas no espelho da lua nas águas do mar,
Seduzo-me com a calma e com a beleza,
Que se espalham por todo o lugar.


Se, no entanto, estou em minha cinzenta cidade,
Em dias de céu aberto e da cor do anil,
Eu gosto de olhar a brancura das nuvens que passam
Mostrando as formas que os anjos desenham
Na cândida tela de um azul infinito.


Se a Natureza se mostra assim tão bela,
A olhos abertos sem nada esconder,
É porque guarda um segredo qualquer!
Não existe beleza em todo o Universo,
Que se compare ao corpo de uma linda mulher!


Ivan Jubert Guimarães
29/08/2006