Ivan Jubert Guimarães

15/06/2015

 

 

Há coisas difíceis de entender. Ontem eu assistia ao jogo da Seleção Brasileira e comecei a me lembrar dos tempos em que jogar pela seleção era motivo de honra para os jogadores.

Dentre os diversos craques do passado, Zito foi um daqueles que sempre jogou com garra e com amor defendendo a seleção canarinho.

Eu me lembro dele nas copas de 1958 e de 1962 onde mesmo não sendo o capitão, orientava o time e o empurrava para frente. Na final da Copa de 1962, no Chile, Zito marcou um gol quando o jogo ainda estava empatado com a antiga Tchecoslováquia que já havia empatado com o Brasil na primeira fase.

Aquele gol salvou a Seleção Brasileira e a vitória se consolidou com o gol de Amarildo que substituiu Pelé naquela copa.

Zito foi bicampeão do mundo pela Seleção e pelo Santos, sendo o grande capitão do time de Pelé, Mengálvio, Coutinho e Pepe.

Ontem enquanto me lembrava dos bons tempos da seleção, lembrei-me de poucos jogadores daquela época ainda estavam vivos, entre eles Zito.

Agora pela manhã assustei-me quando li a notícia de sua morte. Talvez ele já tivesse deixado o campo enquanto eu pensava nele.

 

Ivan Jubert Guimarães

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