Ivan Jubert Guimarães
11/01/2014

 

 

 Eu lembro ainda dos meus tempos de criança, quando meu pai ia com minha mãe ao teatro de revista. Eu nem sabia o que era isso e ficava em casa com minha avó. Lembro que meu pai sempre falava da beleza de Marly Marley e de sua graça nos palcos. Nesse tempo eu via Marly em fotos publicadas em revistas e sempre achei que era uma mulher muito bonita e sensual.

Eu já estava no começo da adolescência quando alguém organizou uma partida de futebol feminino entre as vedetes do teatro. A televisão transmitiu ao vivo e foi uma coisa engraçada de ver. Elas não tinham habilidade com a bola e quando uma delas caía ao chão, um enxame de massagistas corria para prestar socorro. Era hilário.

Marly era a que melhor jogava e foi dela um gol marcado de pênalti. Não lembro se saíram outros gols ou se a partida terminou com o gol de Marly Marley.

Não vou discorrer sobre sua carreira no cinema e na televisão, pois não quero falar da atriz, mas da mulher corajosa e bela que sempre foi. Uma mulher de força interior muito grande que até há pouco, com 75 anos de idade ainda trabalhava por amor à profissão.

Nas vezes em que a via pela televisão, eu gostava de ouvi-la falar. Era o tipo mãezona dos calouros, mas dizia a verdade quando necessário e transbordava de emoção quando surgia alguém com talento acima da média.

Essa foi a mulher que acompanhei durante anos pela televisão: uma mulher bonita e simples. Enfim, uma vedete sem vedetismo!


 

Ivan Jubert Guimarães

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