Ivan Jubert Guimarães

03/07/2015
 

 

Não lembro exatamente se o ano era o de 1959 ou 1960, mas era por aí. Naquele tempo ouvia-se muito rádio e programas que tocavam as paradas de sucesso. Todos os domingos pela manhã eu ouvia na Rádio Bandeirantes de São Paulo, um programa que tocava as músicas de maior sucesso na semana.

Wilma Bentivegna ficou quase o ano inteiro nas paradas, vendeu muitos discos e aparecia muito nos musicais da televisão cantando com uma voz melodiosa, olhar brilhante e até um pouco distante, a música que a consagrou eternamente: Hino ao Amor.

A música original era cantada por uma das maiores cantoras do mundo, Edith Piaf, mas Wilma fez um sucesso estrondoso na versão brasileira.

Naquele ano ela ficou em segundo lugar no programa da Bandeirantes, perdendo apenas para Ray Charles que cantava "I Can't Stop Loving You" com uma pequena diferença nos votos.

Em seguida Wilma teve outro grande sucesso, também uma versão, desta vez da música tema do filme Álamo, "The Greens Leaves of Summer"

Mas não foi só isso, ela participou da inauguração da TV Tupi em 1950 e gravou outros sucessos como Rififi e o tema do filme Marcelino Pão e Vinho, outros grandes sucessos. Sua carreira começou aos nove anos cantando no Clube do Papai Noel, apresentado por Homero Silva.

Apesar dos seus trinta e poucos anos na época áurea, ela parecia uma menina quando cantava, tão doce era sua voz e seu olhar.

Ela foi uma cantora do tempo em que era preciso saber cantar e, para mim, ficarão sempre na memória os últimos versos de seu maior sucesso: "Se o destino então nos separar, e distante a morte te encontrar, não importa querido porque eu morrerei também. Quando enfim a vida terminar e dos sonhos nada mais restar, num milagre supremo Deus fará no céu te encontrar".

 

 

Ivan Jubert Guimarães

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Midi: Hino ao Amor - Wilma Bentivegna