Ivan Jubert Guimarães
16/01/2007
 


Tem coisas que só podem ser de um único jeito para serem perfeitas. O céu, por exemplo, apesar das nuances ao nascer e ao pôr do sol, você consegue imaginar o céu com uma outra cor que não seja o azul?
E o mar? Você já imaginou um mar de águas paradas, sem ondas, sem marés, sem o barulho das ondas rebentando? Seria como um lago enorme e sem graça, ou não seria?
Quando se fala em rosas, qual a primeira cor que lhe vem à cabeça? Apesar das diversas tonalidades hoje existentes você consegue imaginar uma rosa que não seja vermelha?
Tem coisas que foram criadas por Deus para serem daquele jeito e, por isso, são tão perfeitas! Se você pudesse, por exemplo, enxergar as estrelas durante o dia, e elas estão todas lá, você não iria admirá-las à noite e nem ao luar. É, tem coisas que...
Mas deixemos um pouco de lado as belezas naturais e vamos falar de outro tipo de beleza, a beleza da mulher, de uma mulher em especial e que também foi uma estrela.
Esta mulher foi o símbolo de toda uma geração, por sua beleza, sua ousadia, sua coragem, sua sinceridade, seu talento, sua determinação, seu engajamento político e seu rompimento com os bons costumes e com a moral de seu tempo. Tão avançada estava em seu tempo que teve que voltar mais depressa para outra dimensão.
Se ainda não identificaram, estou me referindo a Leila Diniz, a mulher que rompeu todas as barreiras vigentes numa época de forte política repressora e moralista e não vou me ater aqui a dados biográficos, pois ela já foi muito cantada em prosa e versos. Mas é que tem coisas que...
Dá para imaginar uma outra atriz, de qualquer época e nacionalidade, que encarnasse tão bem, que representasse tão maravilhosamente bem, com tanta graça, com tanta singeleza o filme Todas as Mulheres do Mundo, como Leila Diniz?
Que saudade! E foi por causa da saudade de Janaína, sua filha, que ela antecipou seu vôo da Austrália e o avião explodiu sobre a Índia.
Tem coisas que...
 


Ivan Jubert Guimarães
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