Ivan Jubert Guimarães
21/03/2014

 

 

Eu tinha dez anos de idade e a Copa do Mundo da Suécia, em 1958, foi a primeira que acompanhei pelo rádio.

Após a grande final uma das músicas que tocava insistentemente nas rádios em comemoração à conquista nada mais era do que a escalação da seleção brasileira. Era assim:



Gilmar, De Sordi, Bellini,

Zito, Orlando e Nilton Santos;

Garrincha, Didi, Vavá, Pelé e Zagallo...

A segunda parte cantava a escalação do time considerado reserva:

Castilho, Djalma Santos e Mauro.

Dino, Zózimo e Oreco,

Joel, Moacir, Mazola, Dida e Pepe...



Esta mesma seleção que venceu a copa de 1958 iria repetir a conquista quatro anos depois, no Chile, com pequenas alterações: saíram De Sordi, Oreco, Dino, Joel, Moacir, Mazola e Dida. Entraram Jair Marinho, Altair, Zequinha, Jair, Mengálvio, Coutinho e Amarildo.

Para mim o gesto do capitão Bellini ao erguer a taça em 1958 ficou imortalizado em minha memória. Muitos daqueles campeões hoje jogam seu futebol em outra dimensão, mas ficaram para sempre na memória de um povo.

Mesmo envelhecida e, 1962, a mesma seleção conquistou outra vez a copa do mundo.

Mauro foi o capitão no Chile e Bellini seu reserva e os dois tornaram-se grandes amigos pelos anos seguintes.

A diferença dessa seleção para a seleção dos dias de hoje, é que a seleção era formada por homens de verdade e tinha um comando motivador.

Hideraldo Luis Bellini ficará para sempre em minha memória como o grande capitão da melhor seleção brasileira que eu vi jogar.

 

Ivan Jubert Guimarães

 

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