Ivan Jubert Guimarães
02/07/1987
 


Há coisas que o tempo não apaga;
Coisas impossíveis de esquecer,
Como o calor da mão que afaga,
Ou um sol que se põe ao entardecer.
 


Coisas guardadas na lembrança,
De olhos fechados tudo eu vejo,
Os doces momentos do ser criança,
Ou a recordação do primeiro beijo.
 


De tudo, porém, uma lembrança mais forte,
Que guardarei com muita saudade;
Coisas subitamente levadas com a morte,
Teu sorriso, teu apoio, tua amizade.
 

 

E, se meus olhos cerraram-se no pranto,
Por uma vida que agora fenece,
Lembra-te Maria Odila, no entanto,
Que uma amiga a gente não esquece!
 

 


Ivan Jubert Guimarães
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