Ivan Jubert Guimarães
25/10/2016

 

Era o dia 21 de junho de 1970. O Brasil passava por um de seus piores momentos do governo militar. Éramos 90 milhões em ação como dizia a letra do hino Pra Frente Brasil composto por Miguel Gustavo.
A Seleção Brasileira foi uma das melhores seleções que vi jogar, só comparada, talvez, com a seleção de 1958.
De todos os jogos, dois não me saem da lembrança. O primeiro foi o jogo com a Inglaterra de Banks e Bobby Moore. Era o segundo jogo da seleção e do outro lado havia um jogador chamado Lee que distribuía pancadas nos jogadores brasileiros tirando praticamente Rivelino do jogo. Naquele tempo não havia substituições de jogadores e Rivelino jogou mancando toda a partida.
Cada vez que um jogador brasileiro tentava o ataque, Lee o chutava. E foi assim durante boa parte do jogo difícil, até que Lee caiu pela ponta esquerda e tentou driblar Carlos Alberto Torres que o desarmou de forma vigorosa e Lee desapareceu em campo. Logo depois, Jairzinho marcou o gol que deu vitória ao Brasil.
O outro jogo foi a final contra a Itália. O Brasil jogava por música fazendo a bola rolar de pé em pé. Vencia por 3x1 e bem no final numa jogada brilhante o capitão Carlos Alberto marcou o quarto gol depois de receber um precioso passe de Pelé. Brasil Tri Campeão do Mundo.
Um fato marcante para mim foi a entrega da taça Jules Rimet ao capitão brasileiro e ele, quebrando o protocolo da época, ao invés de levantar a taça solenemente sobre a cabeça, beijou o troféu levantando-o e gritou para os companheiros: É Nossa!”.


Adeus Capita!
 

 

Ivan Jubert Guimarães

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