Para Nilda Corsetti

19/11/97



Aquela mulher que já não está aqui em matéria,
E que durante sua vida terrena,
Dedicou seu tempo à causa humanitária,
Não imaginava que sua vida fosse tão pequena.
 


Sentir sua falta ainda não deu tempo,
De tão distantes que sempre vivemos,
No entanto sente-se sua presença no vento,
Murmurando os versos que nunca lemos.
 


Com partida tão sofrida e prematura,
Deu a todos uma chance de remissão,
E lavou sua alma, deixando-a pura,
Perdoando e pedindo o perdão.
 


Fica a certeza da obra realizada,
Da solidão escolhida por penitência
E da vida altruísta por ela idealizada,
Vivida com simplicidade, quase inocência.
 


Assim como Deus dela não esquece,
Tomara seus filhos guardem na memória,
A doce lembrança da mãe, que ora parece,
Ter escrito um pedacinho da história.
 


Ivan Jubert Guimarães
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