Ivan Jubert Guimarães
16/10/2008
 


Hoje me lembrei de uma música dos tempos da Bossa Nova, cuja letra começava assim: “Vivo sonhando, sonhando, mil horas sem fim...”. E fui cantalorando trechos de que me lembrava e, enquanto fazia isso, minha vida foi passando em flash back.
Fui me lembrando dos amores que julguei ter tido um dia, já que como poeta, estou e preciso estar apaixonado, sempre! Pois é de amor que eu preciso para viver.
Eu não preciso ser amado. O mais importante é eu estar amando e quando isso acontece, vivo meu sonho irreal (?) de estar vivendo um grande amor.
Para mim não existe nenhuma diferença entre o mundo real e o mundo virtual, pois ambos estão aí para todo mundo ver e sentir. E se você vê e sente, ou ele de fato existe ou você está ficando louco.
Às vezes, esse amor sonhado não é correspondido no mundo real e você sente-se traído por seus próprios sentimentos. Não se conforma com isso, pois como você pode se enganar tanto a seu respeito? Será que você ainda não se conhece direito?
Amores vêm e vão com tanta rapidez nessa vida, onde nada é eterno, pois o eterno não é matéria, já que a matéria deixa de existir com o tempo. E o virtual parece ser duradouro. O virtual é como se você estivesse em outra dimensão e não precisa do corpo do outro, apenas de sua alma, de sua compreensão, de um carinho sem toque, coisas que na vida real até que são possíveis, mas que duram pouco tempo.
Se você diz “eu te amo” na vida real quase ninguém o escuta e, muitas vezes a própria pessoa para quem você diz, não ouve. Se você escreve “eu te amo” num simples e-mail, em questão de minutos o mundo inteiro toma conhecimento de seus sentimentos. Você espalha amor pelo planeta e as pessoas que lerem verão como isso é bonito e passarão também a gritar “eu te amo”, “I love you”, “Je t’aime”, “Ti amo”.
Faz bem sonhar e é por isso que eu ”vivo sonhando, sonhando, mil horas sem fim”, “tempo em que vou perguntando se gostas de mim”,” tempo de falar em estrelas, falar de mar, de um céu assim”, falar do bem que se tem, mas você não vem, não vem”. “Você não vindo, não vindo a vida tem fim, gente que passa sorrindo zombando de mim” “e eu a falar em estrelas, mar, amor, luar”, “pobre de mim que só sei te amar”.
É assim que gosto de amar, não me importa se os outros zombam pelos amores não correspondidos e falando francamente, deixando o sexo de lado, que é muito importante, eu sei, mas ninguém no mundo amou tanto as mulheres, como eu amei.
 


Ivan Jubert Guimarães


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