Ivan Jubert Guimarães
22/04/2013
 

 

 

 Assim como em um vídeo game, que permite uma interação entre um jogo de ficção e um usuário, eu estou interagindo de forma um tanto estranha com minha vida. Só que já não sei se ela, a vida, é real ou virtual.

Fico imaginando, por sugestão de meu monitor de filosofia, se nosso planeta Terra não é um imenso vídeo game e que alguém, em algum lugar, esteja me manipulando com um joystick.

Olhando o planeta nesta atualidade, os acontecimentos são muito parecidos com o que acontece nos jogos: explosões, catástrofes, milhares de mortes, sirenes de polícia, de bombeiros e de ambulâncias e muito, mas muito fogo.

Vez por outra sou parte dessas “aventuras” e sinto que algumas bombas explodem ao meu lado e fazem com que meu corpo seja jogado para o chão e que escombros caem sobre mim.

Quase todos os jogos são jogos onde imperam a violência, assassinatos com mortes violentas e gratuitas, parecendo que o jogador ganha pontos para cada um que venha a morrer. O jogador tem a força e manipula o jogo de acordo com sua vontade.

Em certos lugares ele usa as catástrofes naturais e manda terremotos seguidos de tsunamis; em outros lugares, vulcões explodem lançando lavas e pedras fumegantes sobre cidadezinhas indefesas.

Nas ruas a gente vê carros em altíssima velocidade disputando rachas e atropelando pessoas.

Em certos países vemos tanques e mísseis se deslocando para fronteiras e prontos para atacar outros países apenas por discordarem de crenças religiosas, de formas de economia, ou seja lá qual for o motivo. A regra do jogo é matar.

Pela correria que se percebe pelo mundo, há mais gente boa do que má e que tenta fugir dessa situação suicida que é participar de um jogo de vídeo game.

Qual a diferença de realidade e virtualidade? Onde uma termina e outra começa? Ou será que ambas andam juntas e paralelamente? Que força predomina no vídeo game? Parece que é a força do mal, já que para vencer, você tem que matar o maior número de gente possível.

Olhando assim eu tenho certeza de que somos personagens de um jogo de vídeo game, onde temos que escapar das forças malignas que nos manipulam com um joystick.
 

 

Ivan Jubert Guimarães

22/04/2013

 

 

 

Midi : Clássicos do Videogame - Orquestra Sinfônica de Porto