Ivan Jubert Guimarães
14/07/2013
 

 

Estrategicamente, a Bastilha não tinha nenhum valor para a revolução francesa. Não havia por lá nenhum membro da nobreza ou da aristocracia. A Bastilha era um presídio para presos comuns e que, mais tarde o Cardeal Richelieu transformou em prisão para intelectuais e nobres que se opunham à monarquia, mas era, também, um arsenal onde se guardavam armas e munições.


Quando foi tomada, havia lá apenas sete presos, mas a queda da Bastilha representou um grande marco do povo para a extinção do regime absolutista.


Foi um grande movimento popular que serviu de exemplo para diversos países ao redor do mundo tendo influenciado, inclusive a Independência do Brasil.


Um ano depois, Robespière propôs fosse criada a marca daquele movimento que visava a Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Estas três palavras passaram a constar dos uniformes militares e também da bandeira francesa daquela época.


Em 1792, a França tinha problemas na fronteira do país e um oficial, Claude Joseph Rouget, criou um hino para animar seus soldados na guerra contra a Áustria. A canção tornou-se popular e passou a ser cantada em todos os lugares e principalmente pelos soldados da região de Marselha. Daí acabou recebendo o nome de La Marsellaisse, Hino que por duas vezes foi abolido e proibido por Napoleão Bonaparte que achava que o hino incitava o povo contra o regime.


Acontece que o hino continuou sendo cantado pelo povo e mais do que um hino de uma nação, a marselhesa é o hino de um ideal. Meu avô francês sempre cantava a marselhesa. A letra é muito grande e mesmo os franceses cantam apenas uma parte dela, que reproduzo abaixo:
 

 

Allons enfants de la Patrie
Le jour de gloire est arrivé !
Contre nous de la tyrannie
L'étendard sanglant est levé
Entendez-vous dans nos campagnes
Mugir ces féroces soldats?
Ils viennent jusque dans vos bras.
Égorger vos fils, vos compagnes!
Aux armes citoyens
Formez vos bataillons
Marchons, marchons
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons
 

 

Ivan Jubert Guimarães

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