Ivan Jubert Guimarães

22/01/2019
 

 

Barbie é um poodle preto e com pelos muito macios o que faz dela uma linda cachorrinha. Ela já é adulta, está com 14 ou 15 anos de idade e já não tem o mesmo vigor de antes.

Eu a vi nascer tão logo havia reatado meu casamento. Foi como se um bebê tivesse surgido para abençoar uma nova união.

Durante quatro ou cinco anos eu a levava para banho e tosa junto com sua mãe Mona Lisa Eu as levava no banco de trás do carro e elas latiam o tempo todo para as pessoas na rua. Na volta para casa, não sei se por estarem perfumadas, elas se estranhavam e se agrediam, e eu tinha que trazer uma no banco de trás e a outra no chão do carro na frente, ambas presas com as respectivas guias.

Quando tive que sair de casa sentia muita falta delas e, pouco tempo depois Barbie ficou órfã. Cada vez que eu aparecia ela latia muito, pulava em minhas pernas, talvez me reconhecendo, não sei.

Hoje ela está com 14 ou 15 anos e jã não possui a mesma vitalidade. Sente muita falta de sua dona e quando esta não está em casa, ela passa o tempo todo chorando e uivando de saudade. Toda vez que a dona precisa se ausentar, ela se aproxima de mim e me segue onde quer que eu vá.

Às vezes não come, não gosta de ficar sozinha. Quando percebo sua vasilha cheia, fico perto dela e ela se alimenta devagarinho.

Quando estou em meu quarto ela fica embaixo da mesa do computador e, quando me deito para dormir ela pula na cama e dorme comigo. Ela está surda, coitadinha, e não ouve as palavras carinhosas que falo para ela.

Barbie é minha grande companheira e acredito que a recíproca seja verdadeira.

 

Ivan Jubert Guimarães

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