Ivan Jubert Guimarães
22.08.2006
 


Ontem, depois de muitos anos, eu assisti a um pedaço do capítulo de uma novela. Não tenho nada contra elas, houve um tempo em que eu assistia sempre à chamada Novela das Oito, mas que nunca começou às oito. Confesso que assisti por acaso, embora o acaso não exista.
A televisão estava ligada na Globo, e a novela já estava no ar. A personagem de Regina Duarte estava sentada à mesa de um Café.

Confesso que me admirei com a beleza dela e comentei com minha mulher que a beleza não acaba nunca!
Não sei se Regina Duarte fez plástica ou usou botox, essas coisas que são muito usadas nos dias de hoje. E também não importa, pois a beleza de Regina vem de dentro também. A beleza dela são como lágrimas que saem pelos olhos e escorrem pelas faces. Ela ainda conserva aquele olhar doce que tinha nos tempos em que era a namoradinha do Brasil. Lembrei-me dela na primeira versão de Selva de Pedra que foi ao ar em 1972, portanto, há 34 anos.

Nestes 34 anos eu mudei muito fisicamente, engordei, envelheci, mas ela parece a mesma mulher de antes. Seus galãs também envelheceram! Acho que são coisas interiores mesmo, exemplo disso é a beleza da filha que também já é mãe, o que faz de Regina uma avó.

Existem outras mulheres para as quais o tempo parece não passar, Bruna Lombardi e Isabel, a musa do Vôlei, são outros exemplos.
Fiquei feliz ao ver Regina Duarte ontem à noite e tirei a prova dos nove, olhando para o rosto de minha mulher, que ontem fazia aniversário e, portanto, estava envelhecendo mais um ano e pude constatar que de fato, para muitas mulheres, a beleza não se acaba, não importa quanto tempo passe.
 


Ivan Jubert Guimarães


Direitos reservados ao autor