Ivan Jubert Guimarães
26.11.2006

 


Ontem eu fui parar nas Clínicas. Ir a hospitais tem sido meu passatempo favorito nos últimos tempos. Resolvi ir de metrô e quase volto de ambulância, meu preparo físico não anda lá essas coisas.

Fui fazer uma visita a uma garota de 18 anos e quando entrei em seu quarto, pareceu-me um quarto cheio de energia. O brilho dos olhos daquela menina, quase mulher, encheu meu coração de alegria. O branco de seu sorriso tornou mais claro o ambiente do quarto.
Eu que fui lá para tentar levar um pouco de energia para ela, sai de lá revigorado com a doçura e com a simpatia daquela mulher menina. Não vou falar de sua beleza, pois ela merece uma poesia.

O nome dela é Marina e como a Marina de Caymmi, ela também se pintou, colocou o piercing para ficar mais bela para o namorado, como se isso fosse possível ou necessário. Pois essa Marina, menina mulher também já é bonita com o que Deus lhe deu.
Quando me despedi dela, ela disse que ainda era cedo e fiquei feliz de poder ficar mais um pouco perto dela, pois o que ela me transmitia estava sendo muito bom.

Eu sei que ela vai ficar boa, que logo estará de volta à sua casa e que aqueles olhos "claros como os de Nosso Senhor", que me pareceram não tristes, mas saudosos, como se ela procurasse por algo que deixou para trás um dia, com certeza acabará encontrando o que tanto procura. Mas essa impressão passou logo que o namorado chegou. Despedi-me de novo e desta vez fui mesmo embora, já com saudades dela.

Que Marina logo se recupere do mal que a aflige, pois essa menina mulher merece ser feliz!



Ivan Jubert Guimarães


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