Ivan Jubert Guimarães
06.01.2019

 

 

 

 

Quando eu morrer, gostaria que alguns desejos meus fossem respeitados. Um deles, e peço, por favor, é que não coloquem flores em meu caixão; de morto basta eu. Deixem que as flores permaneçam vivas e se reproduzam pelos jardins da terra.

Outro desejo, também relacionado com flores, é que não me enviem coroas com fitas falando da saudade de amigos e parentes. Frases pré-fabricadas que não expressam nenhum sentimento verdadeiro, talvez somente o do florista.

Não matem flores e nem comprem flores mortas. Se tiverem algum sentimento de tristeza com minha partida, expressem-no em silêncio, pois acreditem que eu estarei por perto para ouvir.

Lembrem-se de mim pelo que realmente fui em vida como pessoa sujeita a erros e acertos. Não me elogiem e nem me defendam das críticas. Elas serão muito fortes e indefensáveis. Calem-se apenas, pois eu sentirei a verdade de cada um.

Embora eu não gostaria que chorassem, talvez surjam algumas lágrimas de tristeza, mas evitem, pois meu espírito estará se libertando da prisão de meu corpo e voltando livre para minha casa.

Se quiserem orar, façam-no também em silêncio, sem usar frases decoradas e desprovidas de sentimento.

Tenho certeza de que eu estarei bem melhor do que agora, assim, deixem que eu parta com alegria. Amei muitos de vocês que estarão presentes ao meu funeral, se assim forem avisados. Desejo que apreciem a vida, dando mais valor às coisas do espírito do que à matéria. Tudo o que achamos que nos pertence é apenas emprestado, e não levaremos nada daqui, a não ser os resultados das experiências resolvidas que tivemos.

Não quero a presença de nenhum líder religioso que aparecer vendendo suas bênçãos e dizendo coisas sobre mim que ele desconhece.

Aos que lerem esse texto, peço, também, que não sintam piedade, não é isso que preciso.

E que Deus, através do Cristo, perdoe meus pecados!

 

Que assim seja!


Ivan Jubert Guimarães


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